A encarnação de Espantalho em 'O Último Cavaleiro da Terra' é uma reimaginação horrível e distópica do Dr. Jonathan Crane como um executor sem membros para o tirano Omega. Montado nas costas de um Bane sem mente, esta versão utiliza seringas cheias de toxina do medo como dedos protéticos para subjugar sobreviventes em um mundo vinte anos após a queda dos heróis.
A Cena
Neste futuro sombrio, o Espantalho serve como um tenente de alto escalão de Omega. Um momento crucial ocorre na réplica do passado criada por Omega, onde o Espantalho confronta Alfred Pennyworth. Em vez de usar as tradicionais toxinas do medo para causar terror, ele administra uma 'toxina da misericórdia' em Alfred, permitindo que o mordomo morra dentro de uma alucinação pacífica e reconfortante. Mais tarde, ele é visto patrulhando as Planícies da Solidão e o amplificador da Equação Anti-Vida, agindo como um sistema de armas móvel sobre Bane, onde ele gerencia os clones do Superman de Lex Luthor para atacar a resistência liderada pela Mulher-Maravilha e um clone mais jovem de Bruce Wayne.
Significado
Esta versão do Espantalho significa a corrupção definitiva dos vilões de Gotham sob o domínio de Omega. Não sendo mais um criminoso independente, Crane é um instrumento literal do Estado; sua dependência física de Bane reflete a natureza simbiótica, porém vazia, do mal neste mundo moribundo. Seu papel na guarda da Equação Anti-Vida o torna uma figura central na batalha final pelo destino da humanidade, representando a transição da neurose individual para o controle sistêmico e global através de produtos químicos e tecnologia.
Design
Projetado por Greg Capullo, este Espantalho é uma obra-prima de horror corporal. Ele perdeu os membros inferiores e as mãos, restando-lhe apenas o tronco e a cabeça, vestidos com sua icônica máscara de estopa esfarrapada. Ele é permanentemente atrelado às costas de um Bane gigantesco e irracional. No lugar das mãos, ele empunha longas e aterrorizantes seringas metálicas cheias de uma toxina do medo brilhante, que servem tanto como sua arma principal quanto como seu meio de interação tátil. Essa estética enfatiza sua transformação de um homem em um sistema de entrega vivo para o terror químico.
